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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Faço e recomendo: Ballet


Quando eu tinha uns 6 anos e morava em Salvador, todas as meninas do meu prédio faziam ballet em uma academiazinha bem pequena na rua detrás. Por influência, pedi que minha mãe me matriculasse. Foram apenas alguns meses (e muitas aulas perdidas por atraso), tanto que minhas lembranças das aulas são poucas e muito vagas.

Aos 14 anos, já há tempos de volta em Maceió, ao ler um conto sobre uma bailarina, algo me abateu. Por que eu deixei o ballet? Como eu estaria dançando se tivesse continuado? Por que não voltei a estudar dança quando voltei pra cá? Todas essas perguntas assumiram a forma de desejo. Eu queria dançar. Eu queria aprender. Eu não vou ser bailarina profissional nem nada. Mas só pelo prazer de dançar.

Só que a minha timidez jogou contra mim. Eu não tinha coragem de entrar numa turma de iniciantes, isso significaria uma turma de crianças. E eu tinha 14 anos, oras! Quase 10 anos se passam e a sensação de frustração, a vontade de aprender um pouco de ballet, não some.

Mas ainda bem que hoje em dia nós temos essa belezinha chamada: turma para adultos iniciantes. Então, desde fevereiro, duas vezes por semana, acordo feliz e saltitante às 6h da manhã para a minha querida aula.
O ballet acabou se revelando pra mim mais que um passatempo ou um mero exercício físico. Me ajudou a me livrar das dores nas costas por trabalhar sentada o dia todo, e das dores no joelho, graças a alongamento e fortalecimento de toda a musculatura. Percebi os resultados bastante rapidamente.
Paris Opera Ballet - A Bela Adormecida - Aurora
É também uma terapia para o meu insistente perfeccionismo (não sei por que, mas de alguma forma trabalho o meu perfeccionismo com o perfeccionismo que o ballet exige. Não me peçam para explicar), ansiedade, perseverança e, claro, pro TDAH.
Agora estamos de férias e já sei como vou sentir falta. Foi aí que notei que poderia encaixá-lo aqui, como algo sem o qual não sei mais viver (drama queen modo on).
Addictometer: Very, very addictive!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Os recomendadíssimos: Johnny Depp

Hoje o assunto é o Johnny Depp.
- Ahm... mas esse blog não era para coisas nas quais você é viciada? Você pode ser viciada em uma pessoa?
Eu posso ser viciada no trabalho, na filmografia do Johnny Depp.

- É... pode.

Então hoje eu vou falar sobre o Johnny Depp. Ah, e olha que coisa, é aniversário dele! Eu não planejei isso (cof, cof, cof!).

Brincadeira à parte, o fato é que eu assisti a “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas” no último fim de semana. E então me peguei pensando em como eu estava com saudades do Jack, digo, CAPITÃO Jack Sparrow e do Sr. camaleão também conhecido como Sr. Depp.

É bem isso que o Johnny Depp é, ao meu ver: um camaleão. Um dos melhores atores da sua geração e, arriscaria dizer, de todos os tempos. Bom, é meu ator preferido. Além de um carisma quase involuntário, charme, beleza e uma capacidade ímpar de se transformar fisicamente, Depp é um ator de talento inexplicável. Parece algo que já é inerente a ele, um dom de manter a naturalidade nos mais diferentes – e tantas vezes estapafúrdios – papéis.

Basta comparar alguns de seus personagens para constatar a versatilidade do rapaz. Edward (“Edward Mãos de Tesoura”), Gilbert Grape (“Gilbert Grape: Um Aprendiz de Sonhador”), Raoul Duke (“Medo e Delírio), Jack Sparrow (“Piratas do Caribe”), Sands (“Era Uma Vez no México”) e Sweeney Todd (“Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”). Todos tão diferentes um do outro que nem parecem ser facetas de um mesmo ator.

Johnny em "Sweeney Todd"
Às vezes dá a impressão de que Johnny Depp é como uma cartola de mágico: você nunca sabe o que mais ele pode tirar lá de dentro. Mas sempre tem mais alguma coisa para surpreender você. E é sempre um espetáculo delicioso de se ver.
Addictometer: Kind of addictive...
PS: Uma brincadeirinha com os personagens do senhorzinho de 48 anos, que achei nesse blog: