Eu não sou a maior fã do mundo de animes, mangás, etc. Aliás, eu prefiro ler o mangá a assistir animes (agonia, muita agonia daquelas coisas estáticas com a boquinha mexendo). Mais uma vez influenciada pelo namorado, decidi dar uma chance para o tal Death Note, do qual ele tanto falava. Inicialmente eu tinha medo. Confesso. Mas era só pelo nome sombrio. A história na verdade gira bem mais em torno de uma trama policial do que numa atmosfera sombria de deuses da morte.
São 12 volumes e mais um almanaque com o perfil dos personagens,
mais algumas informações extra e uma historinha curta anterior à trama. É a história de Light Yagami (lê-se algo como "raito iagami") e o death note, um caderno vindo do mundo dos Shinigamis, os deuses da morte, que cai no mundo dos humanos "por acaso" e acaba nas mãos do estudante. Ele descobre que, ao escrever o nome de uma pessoa no caderno pensando no rosto da mesma, ela morre. Bom menino que é, resolve ele mesmo dar uma geral no mundo e mandar a galera do mal pro caixão. Mas o detetive sabichão e de manias bizarras (e muitas cáries, posso apostar), L, pode ser um empecilho e tanto nos planos de Light.
A história acaba levantando questões importantes. Estaríamos nós aptos para julgar quem deve ou não morrer. Aqueles que cometem crimes, seja qual for a sua gravidade, merecem ser punidos com a morte sem merecer uma chance? É crime matar o criminoso? O que aconteceria com o mundo e a sociedade à mercê de um poder como esse?
Foi bom poder devorar já que é uma série curta e já está todinha a disposição dos interessados, sem precisar de longas esperas pelo próximo volume - como eu estou esperando pelo High School of the Dead.
Recomendadíssimo para quem gosta de mistério, tramas policiais e perseguições de gato e rato. Ah, e os personagens são... únicos!
Addictometer: Very, very addictive!