
Eu confesso: tinha um pouco de preconceito contra Glee antes de começar a assistir. Porque é praticamente parte de mim ter uma certa resistência a esses modismos da cultura pop. Mas a curiosidade falou mais alto e eu dei uma chance.
Acontece que a série reúne fatores que são, por assim dizer, minha kryptonita, meu ponto fraco. O primeiro, e mais óbvio desses fatores, é a parte musical. Eles não se detêm em apenas um gênero ou época, inserido desde algumas canções dos mais consagrados musicais de Hollywood e da Broadway, até os hits atuais das rádios, como Lady Gaga, Train e Paramore (e no caminho passam por Beatles, Queen, Aretha Franklin e tantos outros).
O mash-up dos garotos na primeira temporada.
O segundo fator é um dos temas centrais da trama: os ditos “losers”. Aquele pessoal que acaba meio excluído do super exclusivo círculo social da escola por não serem “perfeitos”. Nerds, gays, gordinhas, pessoas com um estilo diferente, enfim, todas essas figuras que nós bem sabemos que são alvo de bullying, juntos numa espécie de coral da escola, lutando para virar o jogo: sonham em ganhar a competição nacional e então, quem sabe, passar de invisíveis às grandes estrelas do colégio. Eles só não contavam com o fato de que ser do Glee Club na McKinley High School fosse motivo para ainda mais piadinhas de seus colegas “cool”. Até mesmo os respeitados jogadores de futebol americano e as líderes de torcida são vítimas das nada boas raspadinhas na cara em pleno corredor.
O terceiro, e não menos importante fator que fez eu adorar Glee, é o elenco. Gente carismática, simpática e, acima de tudo, cheia de talento. Dá gosto de ouvir Amber Riley e Lea Michele cantando, ver a emoção do Chris Colfer e o jeito vil de Jane Lynch (ambos já premiadíssimos com a série), e até mesmo Harry Shum, Jr. e Heather Morris fazendo seus complicadíssimos passos de dança como se fosse a coisa mais fácil do mundo.
Lea Michele e Amber Riley interpretando um número de "Rent", um grande sucesso da Broadway.
Não dá para deixar de comentar a ótima produção e os roteiros que misturam pitadas de humor, romance e drama na dose certa, resultando no tom perfeito para divertir sem emburrecer e até tirando um ou outro aprendizado. É verdade que existem os clichês e os exageros, mas até disso eles conseguem fazer o melhor uso.
Diante de tudo isso, acho que posso dizer que também sou quase uma gleek. E que, com o final da segunda temporada se aproximando, já vou ficando com saudades até da adorável prepotência de Rachel Berry.
Addictometer: Beyond Addictive!!!

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